Sei que a intenção é que este fosse um blog de gastronomia, e é. Porém, não posso deixar de publicar textos que de uma forma ou de outra me toquem e possam tocar quem lê; afinal, a magia está também em alimentar a alma e o coração de poemas, contos, crônicas, músicas, vídeos e textos que são escritos, feitos executados em momentos sublimes (escrever, assim como a culinária é uma arte!) Pois então nos atiremos nas linhas e entre linhas do texto seguinte e que outros também possam surgir para que eu possa partilhar com vocês.
Baía é uma porção de mar que avança sobre a terra. A baía é um pedaço de mar que penetra a terra. É um corpo dentro do outro. É um ser mar no meio da terra. Um acidente geográfico. Um distúrbio. Uma distorção.
Existe uma Bahia imaginada em Jorge Amado, João Gilberto, Caetano, Gil, Tom Zé, Raul Seixas, Lelé, Mário Cravo, Dorival Caymmi, Olodum, Ivete e Psirico. A Bahia imaginada em movimento invadiu o mundo. Axé! Bahia-terra-da-alegria tatuada no riso negro da Secretaria de Turismo do Estado!
E agora que sou eu quem te invade, Bahia? E agora que sou eu quem penetra? Me deixas entrar, Bahia?
Falsos Baianos!
Eu? Tu? Mar? Terra?
Fingimos. Fingimos ser o que não somos. Fingimos não ser o ser que somos. Fazemos poesia, tratados jamais.
Canta, dança, que as palavras não falam: Falo-Mar que bole a terra!
Autor: Thales Branche
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